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quarta-feira, 30 de maio de 2012

JUNTOS amazônia





Economia criativa e artística, mercado cultural, tecnologia social, empreendedorismo, economia solidária e políticas públicas para a cultura.


O JUNTOS Amazônia, encontro de coletivos culturais do Acre, Rondônia, Amazônia, Amapá, Mato Grosso, Roraima e Venezuela, será sediado em Porto Velho/RO. De cinco a oito de Junho acontece uma das maiores ações do Circuito Fora do Eixo, com uma programação de mesas redondas, grupos de discussão e trabalho, reuniões livres e Shows.

O JUNTOS é o maior encontro presencial do Circuito Fora do Eixo, rede que conta com mais de 80 coletivos culturais e representantes em todos os Estados brasileiros, que fazem trocas de tecnologias e conhecimentos cotidianamente, decidindo e trabalhando em ações conjuntas através da internet e ferramentas colaborativas disponíveis neste meio, e é dividido em etapas regionais antes do encontro geral que acontece em dezembro.

Esse encontro presencial surgiu da necessidade de buscar mecanismos que aproximassem os coletivos e acelerassem o processo de construção de projetos e programas em comuns sendo esta a primeira edição das etapas regionais. Definindo diretrizes e metas em um momento de maior intensidade na troca de experiências da rede, nivelando temas e debates, contemplando as demandas dos Pontos da Rede Fora do Eixo e garantindo que a rede continue funcionando de forma sistêmica, orgânica e rizomática.

O evento vai receber mais de 40 agentes culturais do norte e outras regiões do país, também fazendo a conexão Brasil e Venezuela. Com a participação de convidados e consultores para assessorar na capacitação técnica e conceitual de gestão empreendedora e de inovação, através da realização de debates, mesas e oficinas na área da cultura e seu arranjo produtivo local.

Durante a realização, os participantes terão acesso a uma programação voltada ao conceito de economia solidária, com realização de fórum, debates e feira de trocas. Todo o trabalho sendo traçado em ações em prol do ambiente de forma sustentável. Além disso haverá mostras de cinema, teatro, artes visuais e a Noite Fora do Eixo de encerramento.

quinta-feira, 3 de março de 2011

OrFEL - o primeiro zine literário da rede Fora do Eixo

A Fora do Eixo Letras (FEL) é a frente do Circuito Fora do Eixo que trabalha a palavra, nas suas formas mais diversas – escrita, falada, visual, sonora, multimídia, interativa, dentre outras. O grupo encampa, para além da palavra-livro, a palavra-digital, palavra-quadrinhos, palavra-visual, palavra-teatro, palavra-música. Criando e sistematizando ações nesse âmbito nos mais de 50 coletivos da rede espalhados pelos quatro cantos do Brasil.

O fanzine chega para possibilitar que as palavras sigam o rumo das notas musicais, acordes, baquetas, ximbaus, palhetas e cases nos mais de 130 pontos onde acontece o Festival. O zine possui representantes de todas as regiões do país e pode circular nos formatos on line, através de sua versão para leitura, e impresso, através de uma versão própria para impressão, em todos os pontos onde acontece o Festival Grito Rock América Latina.

No total, foram mais de 100 trabalhos inscritos para o fanzine, que reúne 14 autores selecionados por uma curadoria formada pela FEL e pelo Núcleo de Poéticas Visuais. A relação entre estas duas frentes do Circuito Fora do Eixo favorece a discussão sobre a literatura e as artes visuais, bem como demais núcleos artísticos, como o AudioVisual e o Clube de Cinema, buscando compreender a cadeia produtiva das linguagens artísticas para pluralizar conceitos e democratizar seu acesso.

Conheça OrFEL

Acreditando que toda palavra tem seu sentido construído socialmente, OrFEL espelha alternativas elaboradas coletivamente e se apresenta como uma forma de produção, circulação e divulgação de obras para as cidades onde ocorre o Festival Grito Rock 2011.

O primeiro Grito de OrFEL

O primeiro destino de OrFEL foi Manaus/AM. O Grito Rock produzido pelo Coletivo Difusão viabilizou 40 fanzines impressos para o festival. Além disso, ele também foi declamado durante as noites do evento que aconteceu de 16 a 20 de fevereiro. “Como nosso primeiro fanzine, a responsabilidade é grande, mas posso dizer que o OrFEL circulou aqui lindamente”, conta Lídia Damasceno, do núcleo de cênicas do coletivo. A integrante da FEL fala também sobre a sensação de apresentar o fanzine para o público. “É incrível a sensação de ver o fanzine circulando no Grito de sua cidade, ao mesmo tempo em que mostra um pouquinho de cada pedacinho do Brasil”, complementa.

Os autores de OrFEL

OrFEL conta com autores de todas as regionais ligadas ao Circuito Fora do Eixo, o Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste SP/RJ, Sudeste MG/ES e Sul. Entretanto, há autores de fora do circuito que também fazem parte do fanzine. Seu conteúdo preza pela singularidade e diversidade estilística, gerando uma sútil sensação de tournê dos autores e de suas palavras durante o Festival Grito Rock.

Dentre os estados participantes, Minas Gerais se destacou como o que mais enviou obras para a curadoria. Entretanto, além dos talentosos mineiros, vários sotaques literários, sabores e sintomas proporcionam aos leitores uma visão para além da palavra-livro.

Entre as folhas de OrFEL é possível encontrar, por exemplo, a poesia da bahianinha Brisa Moura, de apenas 16 anos, escolhida para representar a Regional Nordeste. E, apenas algumas páginas a frente, a prosa de Maryllu Caixeta, doutoranda em estudos literários pela Unesp de Araraquara/SP e autora do livro Leros e Boleros, uma das representantes da Regional Sudeste SP/RJ.

Conheça os autores selecionados para o fanzine OrFEL:

Regional Norte:

- Jenifer Nunes - Coletivo Palafita - Macapá/AP
- Kaline Rossi - Coletivo Catraia - Rio Branco/AC

Regional Nordeste:

- Brisa Moura - Jequié/BA

Regional Centro-oeste:

- Waller Chaves - Goiânia/GO

Regional Sudeste RJ/SP:

- Fabiana Ribeiro - Araraquara/SP

- Clara Mancuso - Coletivo Ajuntaê - Campinas/SP

- Maryllu de Oliveira Caixeta - Araraquara/SP


Regional Sudeste MG/ES:

- Crys Marques - Coletivo Corrente Cultural - Poços de Caldas/MG

- Renan Moreira - Coletivo Corrente Cultural - Poços de Caldas/MG

- Luis Fernando Resende - Uberlândia/MG

- Marco Antonio Neri - Coletivo Namarra - Santa Luzia/MG

- Leon Aguiar - Uberlândia/MG

Regional Sul:

- Neo One Eon - Movimento Soma - Porto Alegre/RS

- Isabela Cunha - Coletivo Alona - Londrina/PR


Fora do Eixo Letras

A FEL - Fora do Eixo Letras - é a frente temática do Circuito Fora do Eixo que reúne escritores, fanzineiros, artistas visuais, músicos, acadêmicos e leitores interessados em compreender a cadeia criativa e produtiva da palavra em suas diversas formas - escrita, falada, visual, sonora e multimídia.

Seus primeiros passos foram dados durante o III Congresso Fora do Eixo, em outubro de 2010, na cidade de Uberlândia (MG). A partir de então, começou a articulação de seus membros para o reconhecimento e mapeamento de livros, fanzines, clubes de leituras, festivais, iniciativas literárias e demais trabalhos realizados pelos Coletivos e por outros atores sociais, buscando confrontar experiências locais e visualizar horizontes em comum. A elaboração e circulação do fanzine OrFEL é a primeira ação do Fora do Eixo Letras, definida em seu planejamento para 2011.



Licença Creative Commons
A obra OrFEL de Fora do Eixo Letras foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Proibição de Obras Derivadas 3.0 Não Adaptada.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Exposição Virtual Grito Rock 2011

Em sua primeira edição, a Exposição Virtual do Grito Rock traz 44 trabalhos de 23 selecionados pelo Núcleo Poéticas Visuais do Circuito Fora do Eixo (FDE) com o intuito de celebrar a produção artística contemporânea brasileira, abrindo portas para diálogos em rede acerca das artes visuais. Esta exposição visa também fomentar atividades de integração das Artes, característica que vem sendo promissora nos Festivais de Música organizados pelo FDE. As obras serão exibidas durante o maior festival integrado da América do Sul, que contabiliza hoje a soma de 130 cidades e 09 paises da América Latina.

A equipe curatorial é formada por integrantes de três coletivos distintos e regiões brasileiras diferentes, a fim de contemplar diferentes visões sobre arte contemporânea e o trabalho em rede on line. Alessandra Giovanella - Macondo Coletivo (RS); Fabíola Rodrigues - Pegada (MG) e Paulo Trindade - Coletivo Difusão (AM) levaram em consideração a combinação de criatividade, qualidade técnica, estética, pesquisa, conceito e adequação ao contexto atual.

Os trabalhos enviados utilizam licença Creative Commons e suportes digitais, porém há uma diversidade de técnicas como fotografia, gravura, ilustrações, desenhos, grafite e vídeoarte. Todas as obras serão disponibilizadas para download para uso compartilhado entre os produtores do Grito Rock 2011 e em ações do Circuito Fora do Eixo.

Conexões entre fronteiras

Pensar nesse formato de Exposição é desafiador tanto para curadoria quanto para os artistas envolvidos. Pois o "lugar" escolhido para tanto - um suporte virtual - ao mesmo tempo em que pode limitar certas técnicas, traz uma forte característica de ampliação do uso de ferramentas digitais para o compartilhamento das obras produzidas. Logo, pode tornar-se um potente modo de circulação desta produção artística, principalmente dentro dessa rede de conexões, tornando viável, futuramente, até mesmo uma outro modo de distribuição e acesso a tais obras, não restringindo seu aparecimento relacionado somente a espaços físicos.

Trata-se de pensar o espaço expositivo contextualizado em uma rede de produção cultural que se vale dos espaços virtuais para a concretização de seus eventos e principalmente para a sua comunicação, travando uma convivência diária através da rede, do estar on line, em tempo real, conectando-se de uma extremidade a outra do país e tornando viável ações como esta - que envolveu além de artistas de vários estados, uma organização curatorial advinda de três regiões distintas do Brasil. Toda essa articulação denota o processo de integração nacional que o Circuito Fora do Eixo realiza através de uma plataforma virtual e em rede que viabiliza inúmeras produções em ambientes físicos, movimentando e alimentando a cadeia produtiva da cultura através do fazer coletivo.

Dá uma conferida como ficou a exposição:



Exposição Virtual Grito Rock 2011 from EXPO GRITO ROCK 2011 on Vimeo.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

JOÃO PARAHYBA E O FORA DO EIXO

Por Rogério Skylab, do blog Godard City


A internet é capaz do céu e do inferno. Como do inferno já ando cheio, quero me reportar a um site de música, o Scream & Yell, aonde, volta e meia, vou xeretar.
E lá encontrei o texto de um grande baterista, João Parahyba, que toca no Trio Mocotó. O referido texto foi capaz de alavancar mais de quatrocentos comentários. Ao final da leitura de todos eles, me dei conta que estava diante de um documento histórico. O Marcelo Costa, dono do site, terá que preservar esse documento com carinho. Porque ali está exposta toda a idiossincrasia da música independente hoje. Muitas vezes, uma mesa redonda, com palestrantes e participação do público, não é capaz de apresentar uma discussão tão densa quanto foi essa do site. Com algumas ofensas, ok, e todas elas dispensáveis. Mas intensa.
Vocês podem conferir com os próprios olhos http://screamyell.com.br/site/2010/04/13/carta-aos-musicos-e-artistas/ mas vou eu aqui tentar me aventurar por um caminho espinhoso. Nessa cadeia da música independente, onde estão incluídos a “tia” que faz a faxina do local em que ocorre o evento, os artistas, os jornalistas, o público, o governo, as empresas, os produtores proponentes... tem alguém que é mais importante? Parahyba, no seu texto, diz que é o artista; houve quem priorizasse o público; mas teve também quem fizesse da cadeia produtiva, do todo, a grande prioridade. Acho interessante sublinhar essas três perspectivas no debate e distingui-las bem, porque, muitas vezes, um determinado participante, ao tentar fazer a defesa de uma delas, se excedia e fazia vir à tona a outra, às vezes até de forma inconsciente.

A) O ARTISTA

“Os projetos de maior valor contemplam os produtores de shows e festivais, empresários artísticos, pontos de rede e cultura, mas não diretamente o artista”, diz João Parahyba. Por outro lado, a idéia da Rede Música Brasil e dos editais públicos tem como premissa a correção de desvios. Deixar a música na mão de grandes empresas, seria o mesmo que abandonar o artista ao mercado de massa. Só teria retorno financeiro aqueles de apelo popular. É o que Pena Schmidt chama de “equivo histórico”: “É preciso ir lá dentro do governo para tentar uma alternativa de recriação, de reconstrução depois da guerra perdida com o mercado de massa, sem investimento na diferença, um equivo histórico. Não vejo alternativa sem que se mudem leis, sem que se busque recursos fora do mercado como está. Mal arrumado”.

Esse raciocínio indica o sentido de arte enquanto experiência, enquanto diferença. Fazer o artista sobreviver é, antes de mais nada, o Estado interferir no sentido de dar ao espaço da experiência em música a possibilidade de se perpetuar. Faço uma analogia com as pesquisas científicas, as bolsas de mestrado e pós-doutorado. Na música deveria se manter esse espírito: os festivais independentes deveriam contemplar também esse segmento de menor visibilidade, mas que oferece pesquisas formais que avançam o campo já conhecido da música.

Terence Machado e Marcelo Costa afirmam seu interesse na “música boa” e, consequentemente, focam o artista. O primeiro, coordenando o programa “Alto-Falante”, programa histórico que cobre a música independente, e o segundo, responsável por um site de música, o Scream & Yell, que permanece há anos em atividade. Segundo ambos, deveria se discutir mais música e menos política. Segundo ambos, a música de qualidade deveria estar mais presente nos festivais da ABRAFIN. E Marcelo lista os discos nacionais eleitos pela Scream & Yell como os mais importantes de 2009, segundo um colegiado. E para ele, esses artistas tocam pouco nos referidos festivais. É curioso que o jornalista José Flávio Júnior, ao justificar a presença constante de Macaco Bong nos festivais, recorre ao mesmo raciocínio: foi eleito o disco mais importante pela Rolling Stone, cujo júri é composto pelos críticos mais renomados do país. Ou seja: definir a música boa é uma questão de autoridade? O colegiado, composto pelos mais ilustres, é quem define a música boa?

A perspectiva do ARTISTA esbarra nessa questão. Quem confere o título? Em tese, o artista é o mais importante da cadeia. Eu já fiz show pra duas pessoas na platéia. Se o público tivesse que dar a última palavra, já teria interrompido minha carreira faz tempo. Penso em pessoas como Tom Zé e Jards Macalé, cujas carreiras, em determinado momento, entraram em parafuso. Quem concede a excelência não é o público, nunca foi. Muito menos um colegiado de ilustres. Cabe ao artista paciência. Ainda mais se pensarmos que a crítica de música no Brasil é feita por amadores, o que significa paixão e achismo.

B) O PÚBLICO

A cadeia não é sustentável sem o público, mas daí dizer que “ não sei de ninguém genial e minimamente organizado que não esteja se dando bem em música em 2010”, já é extrapolar. José Flávio Júnior, autor da frase, e Lobão são muito parecidos nesse aspecto. A diferença é que o segundo se formou dentro do mercado – sua alma vem impregnada de “mainstream” e ganhou muito dinheiro com isso; já o primeiro...

Recorro ao produtor Miranda, sempre lúcido em suas ponderações: “Exigir de sua função de artista sua sobrevivência é se comprometer com a venda, com o comércio e com a linguagem mais populares já que para ganhar mais dinheiro, mais público terá que atingir. Se temos outra fonte de renda nos desobrigamos de fazer tudo aquilo em que não acreditamos na área artística”.

Na verdade, essa relação de igualdade entre genialidade e público é a fórmula de todos os liberais: o público sabe a verdade e o mercado se auto-regulariza; pra que a intervenção do Estado? A parceria entre artistas e majors de um lado e as grandes marcas do outro, como publicado dia 23/05 no Segundo Caderno do Globo, em reportagem de Antônio Carlos Miguel, nos mostra os grandes beneficiados: Ivete Sangalo, Cláudia Leite, Roberto Carlos, Marcelo Camelo, Malu Magalhães, Céu, Marisa Monte... Não vai se investir em artista que não dá retorno, não é mesmo? Então fica tudo como dantes no Quartel de Abranches.

É interessante verificarmos o quanto se aproximam Alex Antunes e Marcelo Costa, em outras questões tão afastados, na importância que concedem ao público. Alex espera um artista independente que possa explodir tal como explodiu Raul Seixas. Já Marcelo Costa adverte que o problema dos independentes, diante da imensidão do mercado, é se apequenar e ser feliz com isso.

Nesse sentido, há um diálogo espetacular entre Marcelo Costa e o baterista do Macaco Bong, que ilustra bem a diferença entre o pragmatismo do FORA DO EIXO e o idealismo dos críticos de música (o par qualidade e quantidade é uma oposição sem solução? é uma oposição administrável? Ou não há oposição alguma - ela é apenas uma ficção?)

Marcelo Costa pergunta:
- Uma banda ruim que mete a mão na massa, vai atrás, ganha edital de passagem e faz a roda girar, mesmo sendo ruim, é mais importante que uma banda boa que não mete a mão na massa?

E Ynaiã Benthroldo responde, perguntando:

- O que é melhor: 300 artistas ótimos tocando pra 500 pessoas cada, ou 3 artistas tocando pra 5 mil cada?

Na primeira pergunta, o idealismo; na segunda pergunta, o pragmatismo de quem está inserido no real.
Quanto a tratá-la como uma falsa oposição (gênio=público), é se banhar de tanto idealismo quanto aquele que a afirma sem solução.


C) O TODO – O CONJUNTO DE TODOS OS ATORES

O grande lance é sair desse dualismo. Até porque, se você critica o outro lado, te chamam de chorão ou de ressentido ou de adepto à filosofia do rancor. O exercício da crítica num contexto dualista fica comprometido. Se o infeliz não tiver visibilidade então, tá fudido. Não deve nunca abrir a boca para efetuar uma crítica, por menor que seja, aos grandes vencedores da História. Ou aos que a fazem. E novamente recorrendo a Tom Zé e Jards Macalé, ninguém melhor do que eles entendem o significado dessa censura.

No entanto, a solução já foi dada: é o movimento Fora do Eixo.

Aqui, foge-se do perigoso dualismo (artista ou público). Todos são importantes. E essa passa a ser a grande novidade: o embate entre música independente e grandes gravadoras perde o sentido. O artista e o mercado deixam de ser incompatíveis: a palavra agora é cooptar.

Fabrício Nobre, num texto importante de seu blog, diz: “enquanto as bandas, músicos, artistas, promotores de festivais, membros de coletivo, agentes políticos de cultura, produtores de disco, técnicos, formadores de opinião, não entenderem que estamos no mesmo lado, ou melhor ainda, que estes indivíduos são muitas vezes um mesmo ser humano que faz tudo isso, fudeu !!!!

Essa nova etapa substituiu o “do it yourself” pelo “do it together”. E junto a essa mudança de paradigma, vem o disco ARTISTA IGUAL PEDREIRO. Estranho manifesto: um disco instrumental e completa ausência de palavras. Como se estivéssemos diante de uma terra arrasada. O Macaco Bong não eliminou só as palavras: eliminou a canção, eliminou a melodia, eliminou o virtuosismo, eliminou os efeitos de computador. O power trio, com seu rock-fusion, nos sugere uma superfície plana e aberta a toda espécie de construção futura. Não cabe aqui nenhuma tentativa de individuação. Nem mesmo as variações numa mesma faixa podem ser consideradas diferenças, antes são diluídas num contexto único. Foi aos limites da música brasileira, ao ponto de colocar em dúvida a própria nacionalidade. Se no texto sobre Rômulo Fróes, eu assinalava duas estéticas na moderna música brasileira – a estética do longe (Rômulo Fróes) e a estética orgânica (Júpiter Maçã), ambas mantendo relações diferentes com o real – aqui, esse real foi abolido. É a estética do vazio ou da ação estruturante. A única concessão é “Vamos dar mais uma”, quando, ao final da faixa, um coro surge para entoar um canto indígena ou coisa que o valha. E nem nesse momento a voz individual é mais possível.

A fuga de toda espécie de dicotomia, tão em voga no passado, é que faz Pablo Capilé discorrer sobre curadoria e seu relativismo. Cada coletivo sabe de si. Não há uma bandeira ou um código de preceitos que as pessoas devam obedecer. Assim como existe uma curadoria no Scream & Yell, também existe outra no Rolling Stone, no Alto-Falante, no Radiola, e não tem como se voltar contra esse relativismo. Chamar de “panelinha” tem o sentido elitista de desautorizar determinada escolha e se colocar acima.

Um outro aspecto foi a discussão levantada por Terence Machado sobre a lisura da aprovação dos projetos referentes a Lei Municipal De Incentivo a Cultura de 2009 em Belo Horizonte. . O coletivo “Pegada”, ao qual pertence Lucas Mortimer, foi beneficiado com a verba de 160 mil reais. O que alega Terence é que Lucas pertence à Sociedade Independente de Música, juntamente com Kuru Lima. Como Kuru foi um dos responsáveis pela aprovação dos projetos, junto a um colegiado de 12 membros (CMIC) se evidenciaria aí, segundo Terence, uma ligação estreita entre o empreendedor de projetos culturais e a pessoa ligada a comissão julgadora. Portanto, passível de anulação. A questão que coloca Alex Antunes é que os dois pertencerem a SIM, com mais de 60 membros, não caracterizaria “ligação estreita”.

Mas a questão foi levantada e está aí, independentemente da pronta reação de Talles Lopes, Fabrício Nobre e Alex Antunes. O processo é esse mesmo. Agora é apurar.

Nada disso, no entanto, tira o brilho da nova filosofia. “Fora do Eixo” tem o significado do que rola a margem. Não é mais alimentar antigas dicotomias do eixo, mas uma lógica que insere, ao invés de excluir.

Um sinal de que as coisas estão mudando parte das próprias empresas. O selo OI FM, ao invés de optar por nomes consagrados, iniciou seu cast com a banda “Sobrado 112”, absolutamente desconhecida. E pelos resultados de vendagem, tudo indica um novo espaço de mercado. 200 mil pessoas pagaram R$ 4,00 para o download do disco (os consumidores estão principalmente nos celulares), o que gerou uma receita de R$ 800 mil, que cobre a produção do disco, o trabalho de marketing e gera lucro. Os próximos discos serão do Fino Coletivo e da compositora paulistana Luiza Maita.

Se pensarmos no circuito de bares e universidades, aliados aos festivais e às empresas, a cadeia produtiva e criativa da música independente passa a ter sustentabilidade. Sem esquecermos que nas 12 emissoras da OI FM esse cast de artistas independentes já começam a ser tocados, destruindo uma antiga resistência. O próprio disco do Macaco Bong, pertencente ao Álbum Virtual da Trama, é um bom exemplo do quanto a antiga dicotomia já não tem mais razão de ser.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

II Congresso Do Circuito Fora do Eixo, Vindo Ali: Quase na Curva do Rio =)

Será realizado de 21 a 27 de setembro em Rio Branco o II Congresso Fora do Eixo, projeto que reunirá na capital acreana diversos agentes culturais representantes de pontos fora do eixo situados nos mais variados estados brasileiros. O encontro debaterá durante sete dias temas ligados ao universo da cultura brasileira, entre eles, economia criativa, artista e mercado musical, tecnologia social, empreendedorismo e economia solidária. Ao fim do encontro, uma conferência livre com visando a Conferência Nacional de Cultura será realizada. Este é o segundo ano de realização do Congresso Fora do Eixo.

Em 2008, a cidade-sede foi Cuiabá, que recebeu à ocasião quase cem agentes culturais integrado à rede Fora do Eixo. De lá pra cá, a rede se fortaleceu com a formalização de pontos FE em cada cidade, que aos moldes do Programa Cultura Viva – do Ministério da Cultura, insere a localidade na rota dos programas promovidos pela rede. Hoje são quarenta coletivos integrados oficialmente a movimentação, um número que promete crescer ainda mais no congresso com a apresentação de filiações por parte de novos coletivos interessados.

Entre os mediadores convidados, estão Marcus Franchi (consultor em Arranjos Produtivos Locais na cadeia econômica da cultura do Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT), Fabricio Nobre (predisente/fundador da Abrafin e diretor/sócio da Monstro Produções), Sérgio Ugeda (sócio/fundador da Tronco Produções), Ana Carla (Fundadora da empresa de consultoria “Garimpo de Soluções – economia, cultura e desenvolvimento”) e Ioshiaqui Shimbo (Membro da Coordenação Colegiada Incubadora Regional de Cooperativas Populares da Universidade Federal de São Carlos).

Além de obviamente fomentar as discussões sobre polícias públicas e estimular as trocas de tecnologias entre todos os envolvidos, o Congresso visa também traçar planos e estratégias acerca de ações do Circuito, como o Festival Fora do Eixo, o Fora do Eixo Card, o Festival Grito Rock Integrado, o Portal Fora do Eixo, entre outros. Ao final do congresso, além da conferência, cada núcleo de trabalho apresentará o programa cultural desenvolvimento para o ano 2009/2010.

sábado, 29 de agosto de 2009

Blog da TV Fora do Eixo no Ar!

Está no ar o blog da TV Fora do Eixo, espaço onde serão publicados todos os vídeos produzidos a partir do intercâmbio entre os coletivos que compõem o Circuito Fora do Eixo, do qual o Coletivo Catraia faz parte.

O Circuito Fora do Eixo vem passando por um processo constante de evolução e ramificação ao longo deste ano. A consequência disso, além de uma ampliação e consolidação dos pontos fora do eixo no país, é um aprimoramento dos seus veículos de expressão e comunicação. Dentro deste processo evolutivo, a TV Fora do Eixo busca novas formas do fazer audiovisual independente, aproveitando-se da diversidade presente neste circuito como força motriz à sua estética e potencial comunicativo.

O blog que canalizará as produções da TV Fora do Eixo acaba de ser inaugurado com a retomada das atividades do Compacto.Vídeo, projeto que visa estimular e difundir as produções audiovisuais dos coletivos ligados ao Circuito Fora do Eixo. É também um desdobramento do Projeto Compacto.Rec, que tem o objetivo de lançar discos das novas bandas independentes do país em rede, por meio dos veículos de comunicação integrados ao circuito. É justamente o mais recente laçamento do Compacto.Rec, o segundo disco do Porcas Borboletas, "A Passeio", o tema do vídeo que inaugura o blog da TV Fora do Eixo.

Conheça e acompanhe as atualizações: http://tvforadoeixo.blogspot.com/

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

PORCAS BORBOLETAS É O NOVO LANÇAMENTO DO COMPACTO REC


O Compacto REC é um projeto que teve início em 2007, com o objetivo de lançar singles virtuais em rede, através dos veículos de comunicação integrados ao Circuito Fora do Eixo. A primeira banda lançada foi a Madame Saatan (PA). Na seqüência vieram artistas de todas as regiões do país como as elogiadas Bang Bang Babies (GO) e Filomedusa (AC). Com a liberação dos fonogramas para downloads, o projeto alinha uma iniciativa de trocas para remunerar o autor do trabalho em um sistema de economia solidária, pautado na oferta de serviços e produtos integrados ao Circuito Fora do Eixo.

PORCAS BORBOLETAS

Formada por Danislau (voz), Banzo (voz, violão), Moita (guitarra, voz), Rafa (baixo), Ricardim (barulhos, sopros, teclados), Vi (bateria) e Jack (percussão), a banda uberlandense Porcas Borboletas representa Minas Gerais no primeiro time de artistas independentes brasileiros que roubaram a cena no início do século XXI. Ao lado dos colegas Vanguart e Macaco Bong (Mato Grosso), Los Porongas (Acre), Móveis Coloniais de Acaju (Brasília) e outros, o grupo mineiro participou com grande destaque de festivais independentes de todas as regiões brasileiras , dentre eles Calango (MT), Bananada (GO), Varadouro (AC), Recbeat (PE), Jambolada (MG), Demosul (PR), dentre outros. Esteve presente em importantes eventos de seu estado, tais como Conexão Vivo, Música Independente, Stereoteca, FIT, Festival Garimpo.

Com estilo marcado, principalmente, pela inventividade, humor e ousadia, a banda reúne influências do rock e da MPB de diversas gerações, investindo em uma estética contemporânea sem muitos formatos pré-estabelecidos. A partir de seu primeiro disco “Um Carinho com os Dentes” (2005), o grupo ganhou notoriedade e foi um dos selecionados pelo projeto Rumos Música Itaú Cultural 2007-2009, na categoria mapeamento, que selecionou 50 artistas de todo Brasil entre mais de 2.000 inscritos, com o propósito de se apresentar o novo mapa da música nacional. Os Porcas Borboletas já realizaram parcerias musicais com Arnaldo Antunes, Otto, Arrigo Barnabé e outros artistas importantes da cultura nacional.

SOBRE O DISCO “A PASSEIO”

Gravado em São Paulo, nos estúdios El Rocha e Terreiro Du Passo, com co-produção de Alfredo Bello (Cérebro Eletrônico, Ortinho, Junio Barreto), o segundo disco do Porcas Borboletas chega ao mercado no momento em que a banda recolhe os frutos plantados com a intensa circulação e atividade no cenário nacional. “A Passeio” responde à já conhecida verve rock’n roll do grupo, estruturalmente reforçada pela qualidade da irreverência das letras e pela invasão bem sucedida a outros estilos da música brasileira, aos ritmos da América Latina, ao pop, ao punk, ao reggae, ao bolero e ao psicodelismo, com descaramento sadio e invejável.
Em “A Passeio”, os Porcas Borboletas se desprendem um pouco das dificuldades e obstáculos armados na trajetória de um grupo autoral e independente para respirar e amadurecer a sua proposta lírica e musical. A irreverência, grande marca do grupo, permanece em alta. Por outro lado, o existencialismo, a busca de uma filosofia de vida mais leve e solta, o amor e a solidão também encontram espaço nas novas músicas. “É um disco mais profundo, que já se mostrou assim desde o início da produção, em 2008. As músicas ganharam um formato mais sólido, de início meio e fim. Estamos todos a passeio, porque estamos com mais liberdade de ir para onde queremos”, afirma Enzo Banzo, voz e violão do grupo.


“É praticamente um consenso que Um Carinho com os Dentes, o primeiro CD, de 2005, já era bastante bom, assim como a banda já era reconhecida como um dos melhores shows do circuito. Mas algo – que nem sempre acontece, mesmo com as melhores bandas – aconteceu com eles, desta vez. Um perfeito ajuste entre um repertório inspirado, uma execução vigorosa e um crescente domínio da linguagem de estúdio, ao lado de um produtor sagaz” - Alex Antunes – Jornalista e escritor


+ no site Compacto.rec

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Observe e pratique!

A troca de tecnologia é um dos fundamentos quando o tema em questão é o Circuito Fora do Eixo, do qual o Coletivo Catraia faz parte. A circulação de bandas, a relação entre os produtores e a distribuição de produtos são constantes que envolvem intercâmbio de knowhow e troca de métodos produtivos visando a uma maior qualificação das produções locais.

Um dos objetivos do Observatório é a implementação dos cards em todos os coletivos.

Com vistas a estabelecer um núcleo de pesquisa que apresente e estude estas novas tecnologias sociais, o circuito inaugurou agora no início de agosto o projeto Observatório Fora do Eixo. A proposta é estimular a difusão, análise e sistematização destes conhecimentos produzidos através de semanas com seminários e debates virtuais sobre temas que envolvem a cadeia produtiva da cultura.

O tema de estréia é a "Economia Solidária", representada pelo sistema de crédito "Fora do Eixo Card'". Trata-se do conjunto das moedas solidárias em circulação entre os coletivos atuantes no campo da cultura em todo o país, que juntos, formam a rede Fora do Eixo.

O Cubo Card que já funciona nos festivais do Espaço Cubo em Cuiabá.

A programação contará com a participação de profissionais experientes da área da Economia Solidária que, via webrádio do Portal Fora do Eixo, vão expor e contextualizar os ouvintes em alguns pontos-chave para o entendimento das trocas solidárias, bancos populares, moedas solidárias e a valoração justa de bens e serviços.

Em seguida aos painéis expositivos, a programação prevê ainda grupos de trabalho para análise e sistematização dos seguintes temas: Portal Fora do Eixo (áudio, vídeo, design, redação e mídia), Fora do Eixo Discos (artistas e distribuição) e Eventos (Festival Fora do Eixo, Grito Rock América do Sul, Congresso Fora do Eixo). Logo, é uma programação massa!

O projeto, em consonância com os fundamentos de democratização do conhecimento levantadas pelo Circuito, prevê veiculação online e livre acesso do público a todas as etapas, constituindo-se em um poderoso instrumento de formação e consequente aprofundamento dos debates teóricos e filosóficos que são pertinentes ao Circuito e à cadeia produtiva cultural do país.

Circuito Fora do Eixo Inovando. Qual a próxima novidade?

Veja o que vai rolar no Observatório hoje, terça:
04.08
20:00 às 22:30
Atual contexto da Economia Solidária no Brasil
Dione Manetti - Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego

GT: Balanço FECARD Portal Fora do Eixo – mídia, redação e design
Mediadores rádio: Felipe Alten e Rodrigo Palerosi
Mediadores geral: Ricardo Rodrigues e Carol Tokuyo

Mais informações no portal do Observatório na internet:
http://observatorioforadoeixo.wordpress.com/

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Grito Rock RB 2009 - Prévias


Enquanto a globeleza e as baterias de escolas de samba se aquecem para o carnaval, nós aquecemos a garganta. Vem aí o Grito Rock 2009, o maior festival integrado da América Latina, que também acontece aqui em Rio Branco.

Mais de 50 cidades farão seus gritos esse ano entre os dias 15 de janeiro e 07 de março e incluindo Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (no Uruguai) e Santa Cruz (na vizinha Bolívia). Em Rio Branco o festival chega à sua segunda edição, resultado positivo da edição de 2008, que culminou com a integração do Grito Rock Tarauacá ao circuito da música acreana independente.

O diferencial é que nessa edição serão abertas inscrições para quem quiser participar do Grito Rock. Quem quiser tocar com sua banda, pode enviar um e-mail para catraiaeventos@gmail.com com o título "Eu quero tocar no Grito Rock Rio Branco", contendo as seguintes informações:

- Nome da banda;
- Link no Myspace [ou qualquer site que disponha música que possa ser ouvida];
- Release da banda;
- 2 fotos de divulgação em boa resolução.
- Link de vídeo no Youtube [se houver]

A prévia acontecerá no dia 07 de fevereiro no Bar Flutuante, com as bandas que serão selecionadas para tocar no Grito Rock Rio Branco nos dias 27 e 28 de Fevereiro, na AFELETRO. São 11 vagas, sendo 9 para bandas locais (Acre) e 2 para bandas de outros estados. As inscrições serão aceitas até o dia 30 de janeiro.

OqueQuandoOnde
Prévias do Grito Rock Rio Branco
dia 07/02/2009, no Flutuante

Grito Rock Rio Branco
dias 27 e 28/02/2009, na Afeletro

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Tributo Catraia Amarela - The Beatles

Hoje (11/04), a partir das 21h, no flutuante, o Coletivo Catraia reúne vários artistas para uma homenagem aos Beatles e a música sem fronteiras.


Teremos Vitrola, Filomedusa, Nicles, Calango Smith, Heloy de Castro, Aarão Prado e Mosaico tocando grandes sucessos do quarteto de Liverpool. Nos intervalos dos shows, todos os Beatles dançantes pra te lavar a alma.

E mais, teremos o lançamento do portal Circuito Fora do Eixo, uma a rede de comunicação entre os coletivos de todo o pais e a comunidade em geral com a proposta de promover a circulação de bandas, produtores, selos, a distribuição de produtos e a produção de conteúdo para todas as mídias.


Ingressos na hora R$ 6 inteira, R$ 3 meia entrada e lista amiga.



OndeQuandoQuem?
Balanço da Catraia, dia 11/04, às 21h30,
Bairro da Base no Bar Flutuante.


Foto: Divulgação

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Survive na seletiva para o W.O.A.

Max, da Survive. Focados na Alemanha.

Primeiro vem o W.M.B. Depois, com muito talento, empenho e um pouco de sorte, vem o W.O.A. Achou estranho? É isso mesmo. este ano, acontecerá aqui, nas terras de Chico e Lhé, o Wacken Metal Battle - o W.M.B., uma seletiva de bandas de Metal que acontecerá em vários estados brasileiros. Este ano o nosso Acre foi um dos contemplados. O evento é realizado pela ICS-W.O.A. juntamente com a revista especializada Roadie Crew.

Na seletiva acreana, de um total de cinco bandas, apenas uma banda será selecionada para a etapa nacional do evento. De lá, apenas uma banda irá até a Alemanha tocar no Wacken Open Air - o W.O.A -, o maior festival de metal do mundo. A Survive foi escalada para a etapa acreana e irá representar o Coletivo Catraia na batalha. E tem grandes chances de vencer. É isso mesmo, uma banda "catraieira" pode chegar a participar do maior evento do metal mundial ao lado de nomes como Iron Maiden, NightWish, Avantasia, Kreator, Childrem Of Bodom, Sonata Arctica, As I Lay Dying (uma grande influencia do som da Survive) e várias outras bandas de peso (literalmente) no cenário metal mundial.

A banda liderada por Max está com os nervos a flor da pele e a expectativa lá em cima. A Survive é uma das principais bandas da cena metal acreana (e olha que essa cena é grande e antiga), e foi a unica delas que já circulou via Circuito Fora do Eixo. O evento conta também com a participação especial da banda Harllequin de Brasília, atual banda de Mário Linhares, ex-Vocalista da Dark Avenger - clássica banda metaleira do Brasil que, infelizmente, não existe mais.

QuemOndeQuando?
Etapa acreana da Seletiva para o Wacken Open Air (W.O.A.)
Survive e outras bandas da forte cena metaleira acreana
Sábado, 12/04, 18h. Na Afeletro, Rua da Afeletro, 235 - Vila Ivonete
Inteira R$ 10,00 - Meia R$ 5,00
Pontos de Venda:Welligton Piercing e Tatoo - Gal. Meta 2º Piso - 3223-3226;
Produção de Isleudo Portela da Costa - (68) 8409-4429 portella26@gmail.com

Verifiquem o site do evento: http://www.metal-battle.com.br/

foto: Renato Reis, claro.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Festival Fora do Eixo

*Da redação do Espaço Cubo

Acontecerá entre os dias 18 e 25 de abril a segunda edição do Festival Fora do Eixo, que em 2007 levou a sete casas de shows paulistanas dezenove bandas dos mais diversos estados FE do país. Conforme Pablo Capilé, do Cubo Planejamento, detalhes sobre o projeto estão sendo debatidos pelos produtores do circuito, que definirão o formato da produção deste ano. O bacana é que o festival acontecerá uma semana antes da Virada Cultural em SP, o que dias intensos de mostra da produção fonográfica independente atual. As bandas interessadas em fazer inscrições devem enviar três mp3’s, mais fotos e release para o e-mail festivalforadoeixo@gmail.com.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Filomedusa no Compacto Rec

Foto: Renato Reis
A Filomedusa é uma das grandes promessas do cenário musical acreano, já tendo participado de grandes eventos da música amazônica - desde o comentado Casarão em Porto Velho até a última edição do Festival Varadouro, passando pela Semana do Rock e Concha Acústica no estado do Acre. Pelas palavras de Walquíria Raizer - poetisa, escritora e jornalista acreana – a banda, como o Kampô, serve de vacina aos males da alma, com aquele som indefinível. A banda já foi destaque em resenhas feitas por grandes nomes do cenário independente como Humberto Finatti e Eduardo Mesquita da Revista Dynamite e Fernando Rosa da Revista Senhor F, sendo elogiada pelo ótimo trabalho e considerada uma das maiores revelações da cena independente do estado.

Foto: Talita Oliveira
Formada por Thiago Melo, baterista calado e seguro, que toca como um veterano nos seus dezessete anos de idade; Daniel Zen, trazendo um contra-baixo que se destaca com seu som elevado; Saulinho, pequeno guitarrista com uma potência musical infinitamente grande; e Carol Freitas, a vocalista já veterana no cenário musical do estado e dona de uma voz harmônica e maliciosa que, juntamente com sua interpretação no palco, faz do show da Filomedusa não apenas um show, mas um espetáculo digno de grandiosos aplausos.


Neste mês de dezembro, a Filomedusa estará com um EP virtual sendo divulgado em uma rede com mais de quarenta blogs ao mesmo tempo, participando do Compacto Rec, projeto de distribuição do Circuito Fora do Eixo lançado no meio do ano, com uma rede de trabalhos composta por bandas, produtores e jornalistas de todo o país, e cujas premissas de trabalho enfocam o estímulo à circulação, a comunicação indie e a distribuição de produtos culturais dos estados integrados ao circuito.

Lembrando que nesta sexta-feira (30), a banda estará participando de mais uma edição do "Balanço da Catraia", junto à Escalpo e à rondoniense Ultimato, às 22h, no Bar e Restaurante Flutuante.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Abrafin e Circuito Fora do Eixo

A Associação Brasileira de Festivais Independentes foi criada em dezembro de 2005 em reuniões realizadas durante o 11º Goiânia Noise Festival. A entidade foi criada com o objetivo de estabelecer, organizar e dar força a um circuito brasileiro de festivais de música independente. A idéia é abranger todo o território nacional, contemplando a nova música brasileira, bem como suas manifestações tradicionais. A ABRAFIN foi criada, também, parjavascript:void(0)
Publicar postagema dar força e unir, produtores destes festivais no sentido na troca de experiências e tecnologias, e para busca de demandas e pautas coletivas, que interessem todos os festivais.

O Circuito Fora do Eixo é uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul em dezembro de 2005, que integra mais de 20 federações brasileiras. A proposta da rede é promover o estímulo a circulação de bandas, produtores, selos, a distribuição de produtos e a produção de conteúdo para todas as mídias.
É inegável o fruto de trabalho e a força que o Circuito Fora do Eixo vem ganhando pelo país com a produção de várias atividades culturais, objetivando a consolidação de um circuito auto-sustentável. Conquistando adeptos por onde passa, o Fora do Eixo torna-se um legítimo movimento social jovem, cultural e contemporâneo. Dezenas de Festivais, selos, coletivos, produtoras, sites, blogs, casas de shows e bandas fazem parte dessa rede.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

"Coletivo Catraia, Espaço Cubo e Circuito Fora do Eixo - Qual a relação que há entre eles?"

Há toda uma movimentação em volta da cena independente do país. O Circuito Fora do Eixo procura a unificação de vários movimentos independentes espalhados pelo país. Tem como objetivo a aproximação desses movivmentos e a integração de festivais, eventos e serviços para assim fortalecer a cena independente nacional. "É o início da ruína do monopólio da cultura.", assim se auto define o Circuito Fora do Eixo.
O Espaço Cubo, movimento independente de Cuiabá, vive um momento consolidado. Através de valorização dos serviços, pelo sistema de crédito, consegue ter uma cena formada e que é a maior referência no país.O Coletivo Catraia já tinha esboços de planos para se consolidar, mas andava num momento em que a produção, como um todo, era muito deficitária. A partir de uma nova lógica que visa a sistematização e o profissionalismo no trabalho, pode-se estabelecer um novo momento da cena acreana.Durante o Festival Varadouro, integrantes do Espaço Cubo estiveram em Rio Branco para apoiar e fervilhar a cena local. Aliaram a experiência cuiabana com a vontade do Coletivo Catraia para trabalhar em função da firmação da nossa cena. A partir de agora, o projeto começa a tomar forma e o fortalecimento da cena é questão de tempo.