quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Uma Nova Forma de Fazer Economia


Durante o intercâmbio dos catraieiros no Festival Calango teve uma coisa que chamou atenção de todos: O Cubo Card. A moeda complementar circulava por todo o festival e em alguns restaurantes e bares de Cuiabá. E esse é um dos temas que será abordado no Seminário de Políticas Públicas e Economia da Cultura que acontece nesta quarta-feira no Centro Empresarial SEBRAE.

Serão duas mesas de debate que vão acontecer durante todo o dia 19. A primeira, com temática Políticas Públicas, será realizada pela parte da manhã a partir das 08h30, discutindo a elaboração de novas políticas para o setor da cultura e a adequação das já existentes. Já a mesa que acontece pela parte da tarde depois das 14h30, tem como principal enfoque justamente as trocas solidarias e as moedas complementares. O encontro têm como objetivo trabalhar as ações estratégicas e organizar informações para a criação de um projeto unificado de cultura para o acre, usando como ferramenta inicial o Cadastro Estadual de Cultura no Acre.

A economia solidaria vem crescendo e ganhando muitos parceiros pelo mundo, e no Acre não seria diferente. O estado já tem um setor voltado a economia solidária e recentemente agentes foram capacitados pelo governo com oficinas e palestras para a criação de grupos nas comunidades que pratiquem a troca solidária.

O que é Economia Solidária?

A Economia Solidária é uma forma diferente de fazer economia. Em vez de girar em torno do capital, ela é organizada em torno do trabalho e dos benefícios que ele pode produzir. É um movimento onde homens e mulheres se organizam a partir do trabalho coletivo e passam a desenvolver formas de geração de renda de forma consciente e responsável quanto aos recursos naturais.

Os produtores e produtoras solidários se organizam em sistemas de auto gestão. Ou seja, todos são responsáveis pelo empreendimento, todos decidem em conjunto e se beneficiam igualmente dos frutos gerados pelo mesmo. A Economia solidaria é muito utilizada em cooperativas, associações e empresas solidarias. A moeda complementar é uma das formas desta economia.


Catraia Card

O Catraia é adepto da economia solidaria, e já tem um modelo, ainda muito novo, de moeda complementar. É o Catraia Card, que tem a pretensão de ganhar o papel em 2009, mas que já é usado pelos músicos associados ao coletivo na utilização do estúdio, sendo controlado pelos próprios músicos e a equipe de sonorização responsável pela fiscalização do espaço.

O Catraia Card é pautado pelo trabalho. A produção gera card, e cada trabalho realizado dentro do coletivo corresponde a um valor X. E esse é um dos princípios da economia solidaria. A moeda, como o nome já diz, é complementar, e vem para ajudar a moeda tradicional, e não substituí-la. Algumas parcerias estão sendo feitas para que o Catraia Card possa ser usado em outros estabelecimentos. Enquanto isso não acontece, o trabalho não para e a cara do Card dos catraieiros já começa a aparecer. O designer Janu Schwab está terminando o modelo da moeda catraieira, que deve começar a circular pela capital acreana no ano que vem.

Participar do Seminário de Políticas Publicas e Economia Solidaria é importante para tentar entender um pouco dessa nova forma de fazer economia.

O queOndeQuando?
Seminário de Políticas Publicas e Economia da Cultura
Dia 19/11 No Centro Empresarial SEBRAE.
E dia 21/11 no teatro José Alencar em Cruzeiro do Sul

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