terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Grito Rock Brasil a Fora: Blush Azul



A Blush Azul está de malas prontas. Além de roupas, sapatos, maquiagem, óculos, prendedores de cabelos e instrumentos musicais, a banda das meninas e do menino leva na bagagem um nervosismo de quem vai explorar território desconhecido. Depois de participar da edição acreana do Festival Grito Rock Acre, dia 31 de janeiro, a Blush vai pôr o pé na estrada para apresentações em duas cidades que também promovem o festival: Cuiabá, no Mato Grosso e Vilhena, no sudeste de Rondônia. Intencionada a fazer bonito lá fora, a banda passou a ensaiar quatro vezes por semana, preparar novos arranjos para músicas engavetadas, combinar detalhes e roer as unhas contando os dias.


Embora seja de praxe querer superar o nervosismo de subir em palcos alheios, fazer novos amigos e alçar longos vôos, a Blush Azul - e das bandas acreanas que tocam nas outras edições do Grito Rock – percebeu a enorme responsabilidade que carregam: divulgar o Acre e sua novíssima cena cultural independente. “Acho que a realização pessoal está incluída principalmente em ser reconhecido como participante de uma força de trabalho. Nossa música é só uma parte desse trabalho.”, diz Kaline Rossi, baterista e fundadora da banda.


A vocalista Irlla, do alto de seus sapatos zebrados, diz que está ansiosa para ir e para voltar: “É gratificante poder voltar para casa depois de uma mini-turnê, todo mundo fica esperando novidades nossas, querendo saber como foi, como são as cidades, o público, tudo. Voltamos sempre mais animadas”, diz ela sem incluir na frase Victor, o menino da banda. “Ai, desculpa, é força do hábito... Voltamos mais animados, mais animados”, ri.


Enquanto se prepara para a viagem, além de ensaiar muito, a Blush Azul afia novas idéias que serão apresentadas com exclusividade para os públicos de Cuiabá e Vilhena. “É realmente como desbravar um território desconhecido”, inicia Kaline, enquanto inclui mais um item na sua imensa lista de coisas a levar nas malas. “Nesses festivais o público é sempre maior, assim como a diversidade de gostos musicais.”


Além da chance de cativar o público, as meninas – e o menino -, vão trocar experiências com outros músicos independentes, vindos de todos os cantos do país. “Bandas muito boas vão dividir os palcos com a gente. Vai ser muito legal estar no meio desse pessoal que faz música como nós.”, completa Kaline, enquanto tenta fechar pela terceira vez sua mala abarrotada de roupas.


As meninas e o menino


A Blush Azul seria uma banda de meninas, se não fosse pelo detalhe que se posiciona do lado esquerdo do palco, com os pés em cima de pedaleiras, chamado Victor. É dele a guitarra que duela com o baixo de Giselle e a bateria de Kaline, dá o tom e o peso das músicas e ajuda a desfalcar o Clube da Luluzinha da Maquiagem Azul. O guitarrista, que entrou na Blush empunhando o contra-baixo elétrico, é o bendito fruto entre as mulheres que usam maquiagem e empunham instrumentos como sinal de talento e beleza.


Quase como um estranho no ninho, o cara garante que ser homem não atrapalha em nada a harmonia da banda. “Ele é como nosso irmão.”, diz a baterista, sem saber dizer se o rapaz é o irmão mais velho ou o caçula. “Até agora ele tem sido o caçula”, brinca Irlla. “O Victor pode até fazer a maioria das músicas, mas a gente é quem manda.”, completa Kaline. Victor apenas ri. No lugar dele, qualquer cara também riria.


Fotos, Renato Reis

2 comentários:

Hugo Costa disse...

ahuahauhau muito engraçado ...

muito bom mesmo...

tem que fazer mais esse tipo de post, como se fosse um entrevista...

PARABENS BLUSH !!!

GiselleXL disse...

Q butininho!!!